Processo de Adapt...

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Processo de Adaptação

A adaptação ao ambiente escolar

 

O processo de adaptação representa a primeira saída do âmbito familiar, que pode acontecer em diferentes idades, de acordo com o contexto de cada família. O novo normalmente gera insegurança até mesmo em adultos, e cientes disso, sabemos como na Educação Infantil esse processo é intenso e pede um olhar cuidadoso, sensível e atento à individualidade.

O primeiro dia da criança na Puzzle é muito bem pensado, para que ela se sinta acolhida desde o contato inicial com o responsável por este processo. Nesse primeiro momento pedimos sempre a presença de algum familiar ou responsável, para que a criança possa encarar esse novo ambiente próxima a alguém com quem se sinta segura.

O período de adaptação à escola é o momento em que a criança vai se habituando e conhecendo esse novo espaço, se apropriando dos brinquedos, reconhecendo as pessoas responsáveis por esse processo, assim como seus colegas. Importante ressaltar que não há prazo para este período, da mesma maneira que não há criança igual a outra. Trabalha-se dia a dia, avaliando os avanços de cada novo aluno.

As crianças estão saindo de sua zona de conforto, deixando em casa tudo que até então era seu mundo, para adentrar um novo ambiente, com novos rostos, cheiros, sensações. Nestes primeiros contatos, priorizamos a criação de um vínculo de confiança com o adulto. Não esperamos que o aluno participe da rotina escolar, e ainda não o inserimos às regras e combinados, que serão introduzidos mais adiante, após este período.

Buscar compreender suas brincadeiras favoritas, como gosta de ser chamada, se já esteve em outro ambiente escolar, são algumas das informações que o professor tem acesso antes da entrada da criança na escola, a fim de oferecer a melhor recepção a ela.

Quando o vínculo afetivo com o professor estiver formado, ela se sentirá segura para se despedir com segurança. A presença de um “objeto de transição”, como a chupeta, a fralda de pano que ele usa para cheirar, um brinquedo, ou até mesmo algum objeto dos pais pode ajudar muito nesse processo. Nós da Puzzle sempre respeitamos essa memória afetiva da criança, pois sabemos o quanto é importante nesse momento. Nesta fase inicial portanto, incentivamos a criança a poder trazer à escola este objeto conhecido que a ajude no enfrentamento do novo, que representam os desafios diários que surgirão.

Quando a criança frequenta o período integral, essa inserção é feita de forma gradual, ampliando o contato escolar conforme os dias passam. Assim, ela conseguirá se familiarizar aos poucos com o ambiente e funcionários com quem irá conviver.

É de conhecimento geral que a primeira forma de manifestação de desagrado da criança é o choro, e por isso é importante saber que na adaptação não será diferente. É de responsabilidade do professor compreender esse choro e buscar formas de acolher essa criança.

O choro da criança, durante o processo de inserção, parece ser o fator que mais provoca ansiedade tanto nos pais quanto nos professores. Mas parece haver, também, uma crença de que o choro é inevitável e que a criança acabará se acostumando, vencida pelo esgotamento físico ou emocional, parando de chorar. Alguns acreditam que, se derem muita atenção e as pegarem no colo, as crianças se tornarão manhosas, deixando-as chorar. Essa experiência deve ser evitada. Deve ser dada uma atenção especial às crianças, nesses momentos de choro, pegando no colo ou sugerindo-lhes atividades interessantes.

(RCNEIS, vol.1, 1998, p.82)

O choro da criança não significa necessariamente que algo está errado, ou que ela não goste daquele ambiente em questão, mas sim uma forma de expressar os diversos sentimentos que passam em sua cabeça e são difíceis de nomear.

Ao oferecer atividades que distraiam a criança, o vínculo vai se consolidando. Ao construir um processo de adaptação tranquilo e saudável para a criança, promovemos um início positivo à escolaridade, que certamente ficará com este aluno como marca afetiva.